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segunda-feira, 24 de março de 2014

DA MAGIA AO PODER
Athayde Alves

sexta-feira, 22 de novembro de 2013






                                                            Antonio Carlos Gonçalves(Antò)

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
(...)[Ferreira Gullar (In: Traduzir-se)]


A curva

Já faz tempo que permanece a tentativa, mas não se consegue. Quantos dias, jogos, jogadas, finais de semana, e nada. Imagina o arremesso, cauteloso, firme, porém não consegue. Entretanto, a busca prossegue, e, assim, em cada partida a esperança se renova. Persevera. Em casa, no trânsito, na caminhada, no trabalho..., nas reuniões de negócios, o atleta, nalguns segundos de digressão, divaga, e, depois, refaz o lance, “in mente”.

No sábado, outra vez na esquina, prepara-se com os apetrechos da bola, a rever os amigos, o abraço, caloroso, depois da semana de labuta, vencida, mas a cabeça não pára. Pode ser hoje, devaneia. O atleta vai ao aquecimento, “pique-no-lugar”..., saudade do Chico Anysio, o gênio. Massageia o tornozelo..., ainda dói, enfaixa, outras dores, também, pudera, ...o tempo, enfim, mas nada o detém, porque, afinal, a alegria é coletiva, porque coletivo é o mundo da bola. Igualmente, na vida.

O árbitro apita... “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, assim era Fiori Giglioti, nas ondas do rádio, não há como esquecer. O goleiro adversário não é Nilson “Manga” Fidelis, porque contundido, no joelho. Conquanto isso, lá está o guarda-metas, Julio “Mazurkiewicz”, em grande fase, a recordar a lenda do gol, no Peñarol e na Celeste. O meio-de-campo parece que trepida, porém a marcação cerrada, “Clodoaldo” Segatto, em campo, mas não na sua melhor forma, e, além disso, também a sentir o “peso da idade”. Nilson “Ramos Delgado” assiste ao derby, no banco, porque lesionado. O garoto João Antonio, revelação da base, jovem prêmio MotoRádio, pratica excelente futebol, por isso sofre intensa marcação, porém não desiste, afinal o futebol é arte, ciência e determinação.

“A vida é luta renhida” [Gonçalves Dias]. Assim ...de repente, ele olha, se encontra próximo à linha média, levemente à direita, marcação, à distância, então pressente a jogada, “olho no lance” [Silvio Luiz], o companheiro toca a bola... é um momento mágico, na magia do futebol, não se sabe se o passe foi do Leonir, Ruy “Bauer e Noronha”, Claiton “Pedro Rocha”, Claudemir, Carlos, ou do Ivan, ...enfim, não se sabe, são dezoito câmeras, mas não se recupera a imagem, pela rapidez do passe, a precisão milimétrica, bola em direção ao atleta, ali, próximo à linha média...

É isso, incrível... em fração de segundos... espera, a bola vem, calma, a alguns centímetros do gramado, quica uma vez, e, daí, se arranja com capricho, conforme os “deuses do futebol” [Armando Nogueira], Ratinho bate com o peito-do-pé, firme, a bola quase descreve uma ”curva de Gauss”, a lembrar a “folha seca” do Didi, bi-campeão mundial, o maestro do Botafogo e da Seleção, e, a seguir, percorre a trajetória da “jabulani”, para, enfim, marcar o gol no ângulo reto superior, esquerdo, in-de-fen-sá-vel para Julio “Mazurkiewicz”.

Ratinho não se aguenta... também, finalmente, anos de espera, é muita emoção, desde aquela decisão, em Astorga, quase chora... não, não importa que não ganha o jogo, porque a beleza do trajeto da bola, as linhas curvas, como o suave traçado de Niemeyer [“A vida é um sopro”], é empolgação, uma momento mágico, na magia da bola. Parabéns.

É assim na esquina. A vida, a bola, a emoção, a amizade, a música.

É isso. Um forte e fraterno abraço a todos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Toque de Letra
[Antonio Carlos Gonçalves]


Se algum dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...
Lembre-se. Se escolher o mundo, ficará sem o amor,
Mas se escolher o amor, com ele você conquistará o mundo.
[Albert Einstein (1879 ___ 1955)]



Voltar
Voltar também é verbo intransitivo. Nesse sentido, há completude. É o bastante? Não é só, entretanto. Igualmente, expressa amor e esperança, assim na emoção de Vinícius e Carlos Lyra [Minha Desventura], ou na sensibilidade de Roberto Carlos [A Volta]. Contudo, voltar não é certeza. A vida é incerta, por isso repleta de sonho. Não se esqueça de seu sonho. Cultivar o sonho é caminhar avante. Veja:

Digo a você hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã,
ainda tenho um sonho.
[Martin Luther King (1929 ___ 1968)]

O futebol tem a sua convicção, embora seja ilógico. Por isso, não raramente, o jogador começa a entrevista, assim: ___ Com certeza... ___ A jogada, com certeza... ___ O nosso ataque, com certeza... ___ mas a nossa defesa, com certeza...
Defesa...? Volta...? Isso tudo se sucedeu, no skina, no futebol sabático.
Ratinho escala o time na expectativa da vitória, no campo de jogo, no “gramado”, uma vez que vencer no “par, ou ímpar” não lhe foi convincente. Aquela voz interior, que o tempo aguça, não se apaga, aquela vozinha no fundo d’alma, portanto, estava a impelir o máximo de esforço à conquista da vitória, nas quatro linhas. A escolha, pois, carecia de cautela. Como se diz, por aí, a escolha impõe, depois, lidar com as respectivas conseqüências. O futebol imita a vida, quem imita a arte. O futebol também é arte.
Convida um atleta, outro, mais um..., ele tem a primazia da escolha. Chamam-no Ratinho “Escolari”. A situação se revela complexa: Carlos “Clodoaldo” Segatto e Nilson “Ramos Delgado” Becker estão contundidos. Aquele se apresentou emplastrado, dolorido na região lombar (?); este, com o joelho inchado, sobretudo em função das veias (?). Faltava-lhe selecionar o goleiro. Posição difícil, inclusive pelo ângulo retro que se forma no encontro da trave e travessão. Ali, no gol, a grama se recusa a florir, às vezes se recusa a nascer. 
“Escolari” pensa, repensa, tudo, obviamente, numa fração de segundo, ali, naquele "momento histórico", porque durante a semana ele se aprofundou no estudo dos diversos esquemas de jogo, mas sabe que o bom time começa com um bom goleiro. No skina, em verdade, o que não falta são bons arqueiros, conforme, p. exemplo [citação de memória], Fábio “Elástico”, Valmor “Goleiro Linha”, Antero “Intransponível”, Cabelo “Higuita” ___ enfim, enfim, enfim [...três vezes, em homenagem aos sistemáticos].
Decide-se (?), finalmente. Quase! Entrega a número 01 [zero, um] ao Nilson “Mão de Onça” Fidélis, na sua re-estréia, depois de longo período a jogar [e defender] no futebol internacional, na belíssima Natal; era a sua volta, trazendo, "na mala, bastante saudade", mas, na vida, muita esperança. Não obstante isso, "Escolari" se decide, outra vez. A indecisão também é humana. Daí, entrega a camisa 01 [zero, um] a Antero “Intransponível”. Nilson “Mão de Onça Fidelis” vai ao outro time, mas não deixa de refletir... por quê? por quê? ___ Parece que sempre há um "por que?", desde Sócrates, o filósofo, ou antes. Por quê?
“O jogo é jogado”, como se sabe, e, dentro de campo, no "suíço", são “sete contra sete”. ...Todo bom time começa com um bom goleiro. Havia dois times incríveis. Por quê? Sim, em campo, dois grandes goleiros. Antero “fechava o gol”. Fidelis “pegava tudo”. O empate era previsível. Gol, lá, gol, aqui... Alguém se lembrou do Brasil vs. Itália, em 1982, em Barcelona. A história se repete, às vezes, em forma espiralada, é dizer, em lugar diferente. O skina é no Sul da América do Sul...
O time do Ratinho volta a perder, embora o esforço de seus companheiros. Quase no final do jogo, sem chance de reação, Antero “Intransponível” sofre o terceiro gol. Não se houve culpa de ninguém. O esporte é coletivo, afinal. Nilson “Mão de Onça” Fidelis e seus amigos saem vitoriosos. Fidelis, duplamente. Recebe o almejado Troféu MotoRádio. A sua estada, no exterior, lhe fez bem. Está com os reflexos apurados. O MotoRádio está em boas mãos: nas mãos do “Mão de Onça”. Incrível! Parabéns Fidelis.
Os lances, as jogadas, os chutes, as defesas, os cruzamentos, tudo isso se discutiu no “mesa retangular”, no pós-jogo, ao som das palavras dos amigos, bem assim no sabor do churrasco, preparado com maestria pelo Leonir.
É isso. Um forte e fraterno abraço a todos.

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

GANHEI!


Antero(de verde), entregando o troféu Motorádio ao goleiro da Tarde

O Troféu Motorádio é uma honraria digna de quem faz jus. Não é à toa que os aspirantes à panóplia(busquei no Aurélio), são capazes de tudo para merecer indicação ao prêmio; até mesmo gol na cobrança de lateral. Não posso afirmar com certeza, mas é possível que depois do advento do troféu, as partidas tenham se transformado em verdadeiras disputas, onde os combatentes, cada um a seu modo, visam ter o prazer, considerando o caráter transitório do artefato, de passar uma semana ao lado de tão ambicioso galardão. Na minha temporada distante do Skina, eu me imaginava um dia tendo o privilégio de segurar o troféu Motorádio. Voltei. E na primeira partida de reingresso aos jogos, minha pretensão era simples: jogar. A posição de goleiro é ingrata, minha atuação fora apenas mediana. Quem brilhou mesmo, foi o Antero, com defesas fantásticas, fechamentos de ângulos perfeitos e reflexos invejáveis. Pulava para todos os lados, segurando tudo! Parecia um gato, elasticidade não lhe faltava; se igualava a um menino no auge de suas traquinagens. Contudo o time amarelo(dele), perdeu e o meu(azul), saiu vencedor. A meu ver, justo seria entregar o troféu ao Antero, que fez uma partida impecável. Mas a comissão julgadora achou por bem entregar o troféu a mim, alegando que também eu fizera uma boa partida, além disso, meu time havia sido o vencedor. Afinal, quem sou eu para ir de encontro à competente decisão da comissão julgadora?

Skinabol, todos os sábados a partir das 16h00.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Nilson Fidelis

CONFISSÃO:


Pessoal...
Cá estava eu remoendo alguns sentimentos que me têm passado pela cabeça ultimamente. Estou descobrindo que o envelhecimento é diretamente proporcional à quantidade de objetivos que estabelecemos para a vida. À medida que conseguimos concluir uma meta, é preciso estabelecer outras.

Mesmo depois de aposentados, devemos nos manter sempre ocupados. Mas não com qualquer coisa; com algo que nos traga um sentido de realização.Caso contrário, a vida definha e, com certeza, o fim deverá ser bem mais rápido.

Não são os meus 66 anos quem me ordenam a me tornar um ser amébico, mas o meu novo status de vagabundo perene! Desconfio que devo fazer uma escolha rapidamente!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Canção de Ninar - João Pedro JP-filme.flv - Maringá-Pr



O JOÃO PEDRO NASCEU HÁ POUCO MAIS DE 60 DIAS.
COMPUS ESTA CANÇÃO DE NINAR PARA ELE.
SE VOCÊ ESTÁ VISITANDO MEU BLOG, PODE CURTIR JUNTO COM A GENTE :

"DORME JOÃO PEDRO"

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

 PRAIAS DO RIO  GRANDE DO NORTE-BRASIL!


(Fotos:Nilson Fidelis) - Clic nas fotos para ver em tamanho original




                                   
                                 PRAIA DO AMOR - PIPA - LITORAL SUL - RIO GRANDE DO NORTE - BRASIL                             
 O visual é de tirar o fôlego! 
                            


RIO GRANDE DO NORTE-BRASIL - PRAIA DE GENIPABU
Uma das praias mais conhecidas de Natal, frequentada por turistas brasileiros e de todo o mundo!                          



                                  GENIPABU - LITORAL NORTE DE NATAL-RN -  Ao fundo o "BAR 21" eternizado por centenas de fotos, já clicadas do local.









RIO GRANDE DO NORTE-BRASIL - DUNAS-PASSEIO DE BUGRE, Coragem e Sangue frio. A pergunta do piloto a quem sobe nos bugres é: "Com emoção ou sem
emoção?"

quarta-feira, 11 de julho de 2012



AS MENINAS

As meninas são aquelas que brincam com bonecas, fazem xixi sentadas e atazanam a vida dos meninos, que brincam com carrinhos, fazem xixi de pé e morrem de amores por elas, que morrem de amores por eles, mas fingem que não. Meninas são aquelas que adoram ficar sentadas diante do espelho à caça do melhor jeito de conquistar os meninos, e quando isso acontece, fazem de conta que não aconteceu.

Da série: Meus Rabiscos

quinta-feira, 5 de julho de 2012


O FIM DO MUNDO  

        
Por mais temerosa que seja, a pergunta está sempre martelando à nossa frente: Será que é verdade...? Será? Por mais que se queira evitar, a idéia de que a qualquer momento o mundo possa vir a baixo, ronda o íntimo de muitas pessoas. Parece que a mensagem já vem talhada nas espirais genéticas de cada um, feito um aviso macabro piscando à nossa frente dizendo: Cuidado... Cuidado! Todas as evidências concentram-se diante de nossos olhos dizendo: Cuidado... Cuidado! Enquanto isso nós, feito crianças, fazemos de conta que é uma brincadeirinha. A julgar pelas aparências, o que se observa é que a possibilidade da morte não assusta as pessoas (a não ser numa situação de iminência). Parece que desafiar o perigo, é uma marca genética do ser humano. Não importa se o prêmio possa custar-lhe a própria vida. O lema tem sido: Aproveitar enquanto se está vivo.

Sinceramente creio que esta não é a melhor filosofia. A prática tem mostrado que a adoção dessa postura traz prejuízos para todos. Tanto o Mundo quanto o homem saem feridos. Nem mesmo o panorama infernal descrito pelo texto bíblico do apocalipse, tem sido suficiente para trazer temor a Humanidade. A impressão que se tem é que a situação pela qual o mundo passa não tem importância. O que vale mesmo são as vantagens que se podem tirar dela. Infelizmente nossa visão macro, por mais bem elaborada que seja, não consegue vislumbrar o problema por inteiro. Acaba deixando escapar a expectativa de que sempre há um jeitinho.

Da série: Meus Rabiscos

domingo, 1 de julho de 2012


A NATUREZA

“A natureza é um ser vivo e inteligente, só é mansa quando quer. Se por algum motivo se sentir ameaçada, sabe como ninguém demonstrar seu mal-estar. Quando se encontra neste estado não escolhe desafeto; destrói o que quer que seja que lhe faça frente. Portanto, não considero uma decisão inteligente impor-lhe resistência em nenhuma circunstância”

Da série: Meus Rabiscos

sábado, 16 de junho de 2012



REFLEXÕES 


"Trechos das anotações de - Redoma de Chocolate"


A reflexão é um instrumento importantíssimo para manter o equilíbrio entre a lógica e a razão. Existem pessoas que tomam como regra refletir rotineiramente, as demais geralmente só o fazem quando circunstâncias imprevistas acabam, de alguma forma, interferindo em sua rotina. Só assim fazem suas introspecções. São nas reflexões que voltamos nossos pensamentos para o mundo em nosso entorno e descobrimos que existem forças estranhas que nos invadem e nos empurram para rumos diferentes daqueles que demarcamos para serem nossos projetos de vida. E, quando olhamos para trás, fica muito difícil descobrir que forças são essas que interagem para traçar nossos caminhos. 

sábado, 12 de maio de 2012


Tirinha do Querer (1)

Queria olhar-te, mas desesperado mergulhei no escuro com medo de que teus olhos pudessem refletir meu rosto desfigurado pelo desejo de amar-te.

Da série:Meus rabiscos
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Tirinha do Querer (2)

Queria falar-te, mas atormentado calei minha boca, pois minha voz transformou-se apenas num sussurro com medo de que as vibrações pudessem revelar-te o quanto
te adoro.

Da série:Meus rabiscos

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PARA NATASHA-PÁSSARO AZUL




domingo, 1 de abril de 2012


DELETADA


Depois daquele seu ato pérfido, vasculhei insistentemente minha memória.
Corri atrás de cada pensamento em busca de um fragmento qualquer que me lembrasse você; não encontrei.
Nem mesmo a insinuante sensualidade de sua silhueta que vivia presa em minha retina ficou. 
Você foi deletada com sucesso! 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


OS ADULTOS

Os seres atravessam sua existência sobre a terra passando por fases. Cada espécie tem as suas. Também o homem, como não poderia deixar de ser, passa pelas dele. São muitas e recebem vários nomes. As mais conhecidas são as fases: criança e adulta. É na fase criança que o indivíduo recebe a preparação para penetrar na outra, a adulta. Uma vez dentro dela, jamais sairá. Irá conduzi-la, bem ou mal, até a morte.

O ser humano, por ser dotado de inteligência, arruma soluções e respostas para quase tudo. Quando não consegue, justifica-se de tal forma, que é quase impossível não concordar com ele. Ser adulto é isso. É propor soluções; é assumir uma postura de responsabilidade diante da sociedade e de si mesmo e responder por esta posição com seriedade e lisura.  Ser adulto é contribuir solidariamente com a construção de uma sociedade forte, sadia, funcional, de forma que todos possam usufruir o resultado de maneira justa e com liberdade.

Seria uma afronta falar sobre adultos e deixar a adolescência de lado. De todas as fases do ser humano, esta é uma das mais prazerosas, é a que produz as melhores lembranças. Mas também, é a que pode deixar marcas traumáticas indissolúveis. É justamente aqui que as pessoas tomam conhecimento da fase adulta e aos poucos, vão sendo absorvidas por ela. Alguns assumem a nova forma de encarar a vida com tranqüilidade; outros relutam muito antes de fazê-lo. Existem os que jamais encaram a fase adulta plenamente. O saldo dessa relutância, invariavelmente, aparece em forma de comportamentos agressivos, conturbados, acarretando um peso para a sociedade. Felizmente este tipo de desvio de conduta, não chega a sensibilizar o todo, mas causa preocupações.

Não é difícil presumir que o adulto, é o resultado de uma combinação constante de ingredientes que se misturam, desde o nascimento, e vão interagindo ao longo do tempo. Dele se espera tudo. As decisões corretas, iniciativas inteligentes, posicionamentos diante de situações de risco, orientações ao surgimento de dúvidas... Respostas. O adulto é o ponto de referência, é a idade considerada madura, consciente, responsável, pronta para gerir os desafios que a vida propõe.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Minha amiga Marly escreveu:

IGUAIS
Todos os dias são
IGUAIS
Todas as aproximações também
Momentos maravilhosos
Depois
IGUAIS
Cada esperança vivida
Sempre dividida
IGUAL
Cada amor que pareça diferente
Por mais inconseqüente
Mas também
IGUAL
A magia das relações termina rápido
Só aparece como um belo temporal
Devastando a alma e o coração
Ficando depois
IGUAL
Será que nascemos para viver tudo
IGUAL?
Cada momento especial
Criado para a conquista
Parece morrer com o tempo
E os momentos começam a ficar
IGUAIS
Parece que tudo é tendencioso
Com finalidade definida
Sem criar expectativas
De uma continuidade
Da felicidade
Que mesmo sendo
IGUAL
É deliciosa
Faz-nos sentir amados
Respeitados e
IGUAIS

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


DESPEDIDA

Esta música com Roberto Carlos reflete exatamente meus sentimentos no momento em que devo partir para Natal-Rn. Lá, quero fazer amigos e receber amigos na Av Deputado Antonio Florêncio Queiroz, 2491(Rota do Sol)-Ponta Negra

Video do www.youtube.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012



DOAR-SE

O ato de doar-se está fora de cogitação para a maioria das pessoas. Não porque elas não queiram se entregar, mas porque doar-se é um ato nobre demais. Nada a ver com a nobreza oriunda da fidalguia arrogante de tempos remotos. Mas a nobreza sublime, sagrada, desprendida de qualquer sujeição ou nódoa. A sublimação não é fácil. Este é o principal motivo encontrado pela maioria quando pensa em doar-se. No fundo, para qualquer um de nós, é difícil livrar-se das sujeiras que permeiam nosso interior. E a doação total e perfeita, exige que estejamos livres de qualquer mácula; de forma que os fluidos do bem, da satisfação, da alegria, da sinceridade possam percorrer os caminhos de nosso íntimo.

Contudo vê-se aqui e acolá, exemplos de pessoas ambiciosas, estúpidas, mesquinhas, desprezíveis, tirando proveito de outras em troca de bens materiais, ou promessas mirabolantes como a cura do corpo, sucesso no trabalho e até acertos de amores impossíveis. Mas se esquecem que estão vendendo a própria alma, seu patrimônio divino, abrindo mão do prazer, da felicidade e do gozo eterno.

Mas o que fazer quanto a isso? Primeiro é preciso entender que a fisiologia humana é, por natureza, totalmente dependente da estrutura emocional de cada indivíduo. Para que qualquer uma delas funcione plenamente, é preciso que estejam em perfeito equilíbrio, mas equilíbrio é coisa rara por todos os motivos que qualquer um conhece. Para alguns é mais fácil receber o dinheiro de outrem em troca de alguns favores, do que sair em busca de um trabalho honesto e dignificante. É mais fácil acusar um desconhecido, do que assumir a própria culpa por falhas e erros. O mundo está repleto de pessoas assim, basta olhar em derredor.

Não sou nenhum filósofo, nem conhecedor da psique, mas gosto de observar comportamentos. Salvo exceções, noto que as pessoas despidas de humor, de poucos sorrisos, que preferem o silêncio, que quando falam não gesticulam, nem olham nos olhos das outras, são capazes de ódios mortais; de mentir, enganar, desrespeitar, sempre em favor delas mesmas ou de outras do seu círculo de afinidade. Infelizmente a gente se aproxima, gosta delas, se entrega, se apaixona e ama pessoas assim; e se deixa levar por esta onda de desatino na expectativa que, de uma hora para outra, as coisas venham a mudar. Porém, comportamentos assim são indeléveis, nunca vão fazer parte do ato de doar-se. Seus detentores são imprevisíveis e carecem de duas coisas básicas: compreensão e pena.

domingo, 29 de janeiro de 2012

CONFIAR EM QUEM?
Imagem da Web

Pois é, em quem? É difícil conjugar este verbo num momento em que o mundo navega por águas tão turbulentas. Tanta violência, tanta falsidade, tanta traição!  Confiar em algo ou em alguém está se esvaindo feito areia fina entre os dedos. Parece um sonho, não impossível, mas cada vez mais nebuloso e distante. Da maneira como as coisas hoje acontecem, confiar é atirar-se numa obscuridade ameaçadora, com sorte sai-se ileso. A cada dia que passa mais e mais incertezas invadem nosso íntimo. É como se um indivíduo estivesse a ponto de se afogar e a margem bem ali, ao alcance de suas mãos. Mas todas as vezes que tenta se agarrar a ela, não consegue, pois do barranco brotam lama e lodo que o impede de se firmar. O famoso bordão: “Um por todos, todos por um” só valeu mesmo para os mosqueteiros. Hoje o que vemos é o individualismo se alastrando velozmente, enquanto a solidariedade passa a ser: Avis rara, avis cara. Ou seja, muito embora vestida de importância, cada vez menos dela se faz uso, contudo não podemos nos esquecer que ela sempre será bem vinda.

A natureza é sábia e brinca com a inteligência. Ao criar a desconfiança, provoca desequilíbrio entre iguais e desiguais, e isso faz com que os indivíduos se resguardem, se tornem mais precavidos. É um sinal de alerta. Além disso, falta de pessoas confiáveis não é um privilégio de nosso tempo. Dê uma olhadela na história e verá que os imperadores romanos, por exemplo, tiveram muita dor de cabeça para levar adiante sua obsessiva idéia de conquistar o mundo, exatamente por não terem muito em quem confiar. O resultado dessa desconfiança foi muita gente na prisão, castigada, torturada e morta. Mas nem tudo está perdido.
                        A confiança é um dom impressionante. Sua prática produz efeitos fantásticos sobre as pessoas. O mundo certamente seria outro caso não houvesse a possibilidade de sua existência. É graças a ela que nos entregamos cegamente, a um sem-fim de atividades e comportamentos, sem nos darmos, sequer, ao trabalho de medir as conseqüências, simplesmente por confiarmos em alguém ou alguma coisa.
                        Confiar é acenar a si próprio, com a possibilidade de algo com o qual se pode contar. É ter fé. A confiança não é um tratado, a termo, no qual expomos princípios filosóficos e doutrinários à espera que dele, saiam resultados positivos. É um tratado sim, mas subjetivo e abstrato, exigindo do homem, apenas a vontade de acreditar. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

-Esta música é uma composição de Nilson Fidelis e Ronaldo Gravino, participou do 4º Acorde Universitário e ficou classificada em segundo lugar