segunda-feira, 24 de março de 2014

DA MAGIA AO PODER
Athayde Alves

sexta-feira, 22 de novembro de 2013






                                                            Antonio Carlos Gonçalves(Antò)

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
(...)[Ferreira Gullar (In: Traduzir-se)]


A curva

Já faz tempo que permanece a tentativa, mas não se consegue. Quantos dias, jogos, jogadas, finais de semana, e nada. Imagina o arremesso, cauteloso, firme, porém não consegue. Entretanto, a busca prossegue, e, assim, em cada partida a esperança se renova. Persevera. Em casa, no trânsito, na caminhada, no trabalho..., nas reuniões de negócios, o atleta, nalguns segundos de digressão, divaga, e, depois, refaz o lance, “in mente”.

No sábado, outra vez na esquina, prepara-se com os apetrechos da bola, a rever os amigos, o abraço, caloroso, depois da semana de labuta, vencida, mas a cabeça não pára. Pode ser hoje, devaneia. O atleta vai ao aquecimento, “pique-no-lugar”..., saudade do Chico Anysio, o gênio. Massageia o tornozelo..., ainda dói, enfaixa, outras dores, também, pudera, ...o tempo, enfim, mas nada o detém, porque, afinal, a alegria é coletiva, porque coletivo é o mundo da bola. Igualmente, na vida.

O árbitro apita... “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, assim era Fiori Giglioti, nas ondas do rádio, não há como esquecer. O goleiro adversário não é Nilson “Manga” Fidelis, porque contundido, no joelho. Conquanto isso, lá está o guarda-metas, Julio “Mazurkiewicz”, em grande fase, a recordar a lenda do gol, no Peñarol e na Celeste. O meio-de-campo parece que trepida, porém a marcação cerrada, “Clodoaldo” Segatto, em campo, mas não na sua melhor forma, e, além disso, também a sentir o “peso da idade”. Nilson “Ramos Delgado” assiste ao derby, no banco, porque lesionado. O garoto João Antonio, revelação da base, jovem prêmio MotoRádio, pratica excelente futebol, por isso sofre intensa marcação, porém não desiste, afinal o futebol é arte, ciência e determinação.

“A vida é luta renhida” [Gonçalves Dias]. Assim ...de repente, ele olha, se encontra próximo à linha média, levemente à direita, marcação, à distância, então pressente a jogada, “olho no lance” [Silvio Luiz], o companheiro toca a bola... é um momento mágico, na magia do futebol, não se sabe se o passe foi do Leonir, Ruy “Bauer e Noronha”, Claiton “Pedro Rocha”, Claudemir, Carlos, ou do Ivan, ...enfim, não se sabe, são dezoito câmeras, mas não se recupera a imagem, pela rapidez do passe, a precisão milimétrica, bola em direção ao atleta, ali, próximo à linha média...

É isso, incrível... em fração de segundos... espera, a bola vem, calma, a alguns centímetros do gramado, quica uma vez, e, daí, se arranja com capricho, conforme os “deuses do futebol” [Armando Nogueira], Ratinho bate com o peito-do-pé, firme, a bola quase descreve uma ”curva de Gauss”, a lembrar a “folha seca” do Didi, bi-campeão mundial, o maestro do Botafogo e da Seleção, e, a seguir, percorre a trajetória da “jabulani”, para, enfim, marcar o gol no ângulo reto superior, esquerdo, in-de-fen-sá-vel para Julio “Mazurkiewicz”.

Ratinho não se aguenta... também, finalmente, anos de espera, é muita emoção, desde aquela decisão, em Astorga, quase chora... não, não importa que não ganha o jogo, porque a beleza do trajeto da bola, as linhas curvas, como o suave traçado de Niemeyer [“A vida é um sopro”], é empolgação, uma momento mágico, na magia da bola. Parabéns.

É assim na esquina. A vida, a bola, a emoção, a amizade, a música.

É isso. Um forte e fraterno abraço a todos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Toque de Letra
[Antonio Carlos Gonçalves]


Se algum dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...
Lembre-se. Se escolher o mundo, ficará sem o amor,
Mas se escolher o amor, com ele você conquistará o mundo.
[Albert Einstein (1879 ___ 1955)]



Voltar
Voltar também é verbo intransitivo. Nesse sentido, há completude. É o bastante? Não é só, entretanto. Igualmente, expressa amor e esperança, assim na emoção de Vinícius e Carlos Lyra [Minha Desventura], ou na sensibilidade de Roberto Carlos [A Volta]. Contudo, voltar não é certeza. A vida é incerta, por isso repleta de sonho. Não se esqueça de seu sonho. Cultivar o sonho é caminhar avante. Veja:

Digo a você hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades de hoje e de amanhã,
ainda tenho um sonho.
[Martin Luther King (1929 ___ 1968)]

O futebol tem a sua convicção, embora seja ilógico. Por isso, não raramente, o jogador começa a entrevista, assim: ___ Com certeza... ___ A jogada, com certeza... ___ O nosso ataque, com certeza... ___ mas a nossa defesa, com certeza...
Defesa...? Volta...? Isso tudo se sucedeu, no skina, no futebol sabático.
Ratinho escala o time na expectativa da vitória, no campo de jogo, no “gramado”, uma vez que vencer no “par, ou ímpar” não lhe foi convincente. Aquela voz interior, que o tempo aguça, não se apaga, aquela vozinha no fundo d’alma, portanto, estava a impelir o máximo de esforço à conquista da vitória, nas quatro linhas. A escolha, pois, carecia de cautela. Como se diz, por aí, a escolha impõe, depois, lidar com as respectivas conseqüências. O futebol imita a vida, quem imita a arte. O futebol também é arte.
Convida um atleta, outro, mais um..., ele tem a primazia da escolha. Chamam-no Ratinho “Escolari”. A situação se revela complexa: Carlos “Clodoaldo” Segatto e Nilson “Ramos Delgado” Becker estão contundidos. Aquele se apresentou emplastrado, dolorido na região lombar (?); este, com o joelho inchado, sobretudo em função das veias (?). Faltava-lhe selecionar o goleiro. Posição difícil, inclusive pelo ângulo retro que se forma no encontro da trave e travessão. Ali, no gol, a grama se recusa a florir, às vezes se recusa a nascer. 
“Escolari” pensa, repensa, tudo, obviamente, numa fração de segundo, ali, naquele "momento histórico", porque durante a semana ele se aprofundou no estudo dos diversos esquemas de jogo, mas sabe que o bom time começa com um bom goleiro. No skina, em verdade, o que não falta são bons arqueiros, conforme, p. exemplo [citação de memória], Fábio “Elástico”, Valmor “Goleiro Linha”, Antero “Intransponível”, Cabelo “Higuita” ___ enfim, enfim, enfim [...três vezes, em homenagem aos sistemáticos].
Decide-se (?), finalmente. Quase! Entrega a número 01 [zero, um] ao Nilson “Mão de Onça” Fidélis, na sua re-estréia, depois de longo período a jogar [e defender] no futebol internacional, na belíssima Natal; era a sua volta, trazendo, "na mala, bastante saudade", mas, na vida, muita esperança. Não obstante isso, "Escolari" se decide, outra vez. A indecisão também é humana. Daí, entrega a camisa 01 [zero, um] a Antero “Intransponível”. Nilson “Mão de Onça Fidelis” vai ao outro time, mas não deixa de refletir... por quê? por quê? ___ Parece que sempre há um "por que?", desde Sócrates, o filósofo, ou antes. Por quê?
“O jogo é jogado”, como se sabe, e, dentro de campo, no "suíço", são “sete contra sete”. ...Todo bom time começa com um bom goleiro. Havia dois times incríveis. Por quê? Sim, em campo, dois grandes goleiros. Antero “fechava o gol”. Fidelis “pegava tudo”. O empate era previsível. Gol, lá, gol, aqui... Alguém se lembrou do Brasil vs. Itália, em 1982, em Barcelona. A história se repete, às vezes, em forma espiralada, é dizer, em lugar diferente. O skina é no Sul da América do Sul...
O time do Ratinho volta a perder, embora o esforço de seus companheiros. Quase no final do jogo, sem chance de reação, Antero “Intransponível” sofre o terceiro gol. Não se houve culpa de ninguém. O esporte é coletivo, afinal. Nilson “Mão de Onça” Fidelis e seus amigos saem vitoriosos. Fidelis, duplamente. Recebe o almejado Troféu MotoRádio. A sua estada, no exterior, lhe fez bem. Está com os reflexos apurados. O MotoRádio está em boas mãos: nas mãos do “Mão de Onça”. Incrível! Parabéns Fidelis.
Os lances, as jogadas, os chutes, as defesas, os cruzamentos, tudo isso se discutiu no “mesa retangular”, no pós-jogo, ao som das palavras dos amigos, bem assim no sabor do churrasco, preparado com maestria pelo Leonir.
É isso. Um forte e fraterno abraço a todos.

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

GANHEI!


Antero(de verde), entregando o troféu Motorádio ao goleiro da Tarde

O Troféu Motorádio é uma honraria digna de quem faz jus. Não é à toa que os aspirantes à panóplia(busquei no Aurélio), são capazes de tudo para merecer indicação ao prêmio; até mesmo gol na cobrança de lateral. Não posso afirmar com certeza, mas é possível que depois do advento do troféu, as partidas tenham se transformado em verdadeiras disputas, onde os combatentes, cada um a seu modo, visam ter o prazer, considerando o caráter transitório do artefato, de passar uma semana ao lado de tão ambicioso galardão. Na minha temporada distante do Skina, eu me imaginava um dia tendo o privilégio de segurar o troféu Motorádio. Voltei. E na primeira partida de reingresso aos jogos, minha pretensão era simples: jogar. A posição de goleiro é ingrata, minha atuação fora apenas mediana. Quem brilhou mesmo, foi o Antero, com defesas fantásticas, fechamentos de ângulos perfeitos e reflexos invejáveis. Pulava para todos os lados, segurando tudo! Parecia um gato, elasticidade não lhe faltava; se igualava a um menino no auge de suas traquinagens. Contudo o time amarelo(dele), perdeu e o meu(azul), saiu vencedor. A meu ver, justo seria entregar o troféu ao Antero, que fez uma partida impecável. Mas a comissão julgadora achou por bem entregar o troféu a mim, alegando que também eu fizera uma boa partida, além disso, meu time havia sido o vencedor. Afinal, quem sou eu para ir de encontro à competente decisão da comissão julgadora?

Skinabol, todos os sábados a partir das 16h00.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Nilson Fidelis

CONFISSÃO:


Pessoal...
Cá estava eu remoendo alguns sentimentos que me têm passado pela cabeça ultimamente. Estou descobrindo que o envelhecimento é diretamente proporcional à quantidade de objetivos que estabelecemos para a vida. À medida que conseguimos concluir uma meta, é preciso estabelecer outras.

Mesmo depois de aposentados, devemos nos manter sempre ocupados. Mas não com qualquer coisa; com algo que nos traga um sentido de realização.Caso contrário, a vida definha e, com certeza, o fim deverá ser bem mais rápido.

Não são os meus 66 anos quem me ordenam a me tornar um ser amébico, mas o meu novo status de vagabundo perene! Desconfio que devo fazer uma escolha rapidamente!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Canção de Ninar - João Pedro JP-filme.flv - Maringá-Pr



O JOÃO PEDRO NASCEU HÁ POUCO MAIS DE 60 DIAS.
COMPUS ESTA CANÇÃO DE NINAR PARA ELE.
SE VOCÊ ESTÁ VISITANDO MEU BLOG, PODE CURTIR JUNTO COM A GENTE :

"DORME JOÃO PEDRO"

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

 PRAIAS DO RIO  GRANDE DO NORTE-BRASIL!


(Fotos:Nilson Fidelis) - Clic nas fotos para ver em tamanho original




                                   
                                 PRAIA DO AMOR - PIPA - LITORAL SUL - RIO GRANDE DO NORTE - BRASIL                             
 O visual é de tirar o fôlego! 
                            


RIO GRANDE DO NORTE-BRASIL - PRAIA DE GENIPABU
Uma das praias mais conhecidas de Natal, frequentada por turistas brasileiros e de todo o mundo!                          



                                  GENIPABU - LITORAL NORTE DE NATAL-RN -  Ao fundo o "BAR 21" eternizado por centenas de fotos, já clicadas do local.









RIO GRANDE DO NORTE-BRASIL - DUNAS-PASSEIO DE BUGRE, Coragem e Sangue frio. A pergunta do piloto a quem sobe nos bugres é: "Com emoção ou sem
emoção?"